Publicado por: Fernando | 21/10/2009

Qual caminho seguir?

A sensação é de tristeza profunda, algo que se ouve e cala no fundo da alma e por consequência transborda o todo completo. A vontade que tem-se é apenas uma: Fugir para o longe onde estivesse ileso deste sentimento, deste vazio, deste descontentamento descontente!

Um oi mal colocado, um não oi, um olhar torto, um olhar maldoso e cheio de demérito, um deboche, um olhar que diz mais de mil palavras, mil a mais que um gesto!

Qual caminho a seguir? Seguir a vontade primordial? Esconder-se do que atrapalha? Assumir o fato como um herói/humano o faria sem maiores problemas?

Ainda fervilha e ao amanhecer, novo murros em pontas de facas serão dados… Se amanhecer!

homemcaminhando

Publicado por: Fernando | 20/09/2009

O verso une versos

início

Era simples: Minha casa ficava logo alí… Diria que menos de cinco quadras e menos de dois minutos de moto. Resolvi parar pra dar “oi” e acabei recebendo um convite fraternal para trocarmos de paragens. Depois de relutar, fui.

Alí, logo alí noutras quadras, extremo oposto de minha, depois de outro convite, aceitei ir além do simples pastel de carne quentinho feito na hora pela dona Josefa. Houve um princípio de “obrigado pelo convite, mas vou deixar pra próxima”… Não havia sequer um motivo para sair aquele dia, além é claro, da companhia do meu amigo.

Sabe quando você vai até um lugar sem saber o porquê de estar indo, mas simplesmente vai e pronto? Ainda por cima não tendo lá tanta afinidade para com o lugar… preferiria a calmaria e aconchego do lar.

Pronto. Lá estávamos com conversas costumeiras… Ops… costumeiras não. Talvez eu diria contextualizada, e assim foi… Não demorou muito e foi perceptível a presença de um verso entre outros versos, rindo, fazendo rir e vivendo tal qual não imaginava. Pensei: “Não deveria ter vindo, mas já que aqui estou…”

Momentos depois, tentando disfarçar as lacunas, deixo me pronunciar a todos os ventos e percebo, como outrora, que minha maior eloquência está contida no silêncio e silencio!!! Passos andantes, ritmos e disritmia… sorrisos.

três, seis, sete… apenas números para uns, significativos para outros. Não fosse amigo do 12, simplesmente números para mim também seriam.

E o que concluo? Que amanhã o dia se abra e eu não teime que os versos unem versos!!!

beijaflor

Publicado por: Fernando | 14/09/2009

Órbitas

borboletaafricana

De certo temos o ar e a água e de errado acho que tudo o que nos impede de viver… Seja a falta do ar ou da água ou de outros elementos.

Caminhamos nossos caminhos, compomos nossas idas e vindas, nossas idéias, nossos paladares e nossas trilhas sonoras… somos folks, jazz, bossas… Somos partes do todo, mas não devemos esquecer que somos todo da parte e de toda parte.

Tenho uma teoria que acredito ter uma certa verdade, apesar de primeiro ser somente teoria e por segundo ter saído de minha cabeça (que para muitos é tida como ”fora da casinha”) e que “graças a Deus é assim” dizem outros! 

Bom, vamos à teoria: Acredito que nós seres humanos vivemos cada um numa órbita particular e que em determinados momentos de nossa existência nossas órbitas encontram-se com outras e por um período que varia de acordo com cada um, se relaciona com esta órbita… são, o que eu acredito ser, os casamentos, namoros, sociedades, amizades e afins… Porém, chega um tempo em que estas órbitas coexistentes tomam outros rumos, outras rotas e continuam a existir longes ou próximas, porém, não juntas… Por conseguinte, depois de outro tempo, estas órbitas podem ou não voltar a fazer parte do mesmo trajeto.

Alguns seres, a partir do momento em que se encontram, não mais se desconectam e vivem suas eternidades enquanto duram e sim, “duram” para sempre, “Tanta afinidade assim eu sei que só pode ser bom…” no entanto isso não é uma regra, já que a complexidade de cada ser humano faz de si um tomador de decisões que deixa ou não levar-se pela vida… Dão ou não uma pitada na estrada, conhecida também como destino. Arrependendo-se aqui ou alí.

Por fim uma pergunta: O que nos dá realmente prazer, as decisões tomadas pela razão ou pela emoção?

Sugestão de trilha sonora para o momento: Sarah Mclachlan: “Do what you have to do”!

Publicado por: Fernando | 09/09/2009

O Primeiro!

Este deveria ser um vídeo significativo e É. Não bastasse ser da minha formatura de graduação, ainda foi de minha autoria… o privilegio sonhado desde antes de entrar na faculdade.

É um texto singelo, a edição no Movie Maker não deve ser levada em consideração já que nunca havia editado nada nele, porém, todas as palavras ditas alí possuem os ingredientes que ao longo dos quatro anos do curso, foram moldando e me formando, ou deformando, como queiram… (risos).

Espero que gostem… e comentem se quiserem!

Beijo

Publicado por: Fernando | 23/08/2009

Um olhar

- Oi tudo bem?

- Ah, Oi… Tudo bem, e você?

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Neste instante nada diz, somente olha, olha e olha. Mantém-se até que leva um eletrochoque e torna-se outra… a mesma!

Ao som de uma valsa, ou ao som propriamente da natureza, deslizo em seus pensamentos, fixo em seu mundo. Seu silêncio é quase que destruidor.

Te chamei, ora pra falar, ora pra calar / Disse ora o que pensava, ora o que não deveria!

Se tivesse a oportunidade neste exato instante, correria até você e gritaria coisas como: Não vá embora! Quero ainda bailar contigo mais alguns vinte ou trinta minutos! Não é com outra pessoa que quero dançar. E mais, você não é muito pra mim como bradei tentando te afastar. Estava enganado. Você é simplesmente você e isto é o bastante! 

Se conseguir perdoar minhas ações descontroladas volte como depois de um eletrochoque, e diga:

- Oi, tudo bem?

- Ah, oi. Tudo bem e você?

 Me olhe novamente, com o olhar perdido ou não, mas olhe. Sei que é capaz de escutar e sabes como ninguém entender tanto a eloquência verborrágica, quanto o silêncio absoluto.

“Quem sabe um dia” Talvez esse um dia possa ser tarde demais para soar  uma valsa no salão nobre dos que sentem e os olhos que te olham, podem vir a olhar num ponto fixo, instaurando o maior dos silêncios possíveis entre os seres!

Publicado por: Fernando | 18/08/2009

Parabéns

edsonbueno

Hoje é um dia pra lá de especial e quero aproveitar este espaço para homenagear esta grande pessoa. Edson Bueno. http://www.efranbueno.blog.uol.com.br

Aproximandamente um ano e meio atrás ainda não o conhecia, apesar de ter visto seus trabalhos como diretor de teatro. Tive então a oportunidade de conhecê-lo quando fiz parte da peça Laranja Mecânica dirigida por ele. Foi pra mim um acontecimento já que como ator, sempre tive vontade de atuar sob seu comando.

Um olhar atento, sensível, artístico como deve ser, com uma percepção rara onde busca no ator a contribuição exata para o trabalho e mais: Um cara cinéfilo, teatral, brincaclhão, rude (quando necessário) mas acima de tudo, um ser fantástico que hoje completa mais uma primavera. 

Desejo toda sorte de boas realizações neste novo ciclo!

Para sempre, Para béns!

PS: Foto roubada do ensaio do Kafka!

Publicado por: Fernando | 18/08/2009

Atenção!

turbulência

“Em caso de turbulência, volte os bancos para posição “normal” e aperte os cintos, logo passa… “

“Foi só uma nuvem densa.” é… foi mesmo!

Colaboração Pâmela

Publicado por: Fernando | 18/08/2009

Com a corda!

Menos de meia noite dum dia de agosto de 2009.

Hoje fez duas semanas exatas do momento em que meu coração bateu acelerado. De lá pra cá foram dias de aceleração, tanta que beirou a demasia.  Foram dias de encontros e desencontros até que o desencontro maior venho com palavras doces.

Perguntava-me se conseguiria entender. Mentiria se dissesse que não. Devo dizer que num tempo, não muito distante, estive noutra posição, onde, dessa vez, era eu quem via o mundo se acelerando e as atitudes para comigo, afastavam-me de qualquer propósito.

Em alguns meses estive lá e cá. Vejo a espessura da corda. Penso… “Não é pra tanto”. Tenso… “Foram-se as flores”.

Dizem que as coisas na natureza assim como vão, voltam. Fiz por merecer ou temos que somente aprender com os ensinamentos da vida.

Deixo o gravador ao lado, olho a foto colocada na soleira da janela, uma lágrima escorre, ferve o sangue no suspiro derradeiro, com a ponta do pé direito retiro o banquinho que me mantinha em pé…

morta2

Publicado por: Fernando | 18/08/2009

Lavando a alma!

Minha vida escorre por entre os dedos… num vazio profundo, sereno e calmo ando olhando tudo ao meu redor e vejo também o que não quero ver.
Leio o que não gostaria de ler,
respiro o ar sôfrego… e continuo!!!

Que banho de belas palavras!
Senti meu coração dar uns pulos…Certo de que não estava lendo quaisquer expressões! Ser diferente e tocar… Até que ponto desta vida isto tem sentido se não reverberar para mim também?

Estou fora do meu mundo.
Isto explica um pouco meu estado de espírito.

Como administrar? Seleção natural!

Respiro o ar aliviado e me despeço!

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