
Era simples: Minha casa ficava logo alí… Diria que menos de cinco quadras e menos de dois minutos de moto. Resolvi parar pra dar “oi” e acabei recebendo um convite fraternal para trocarmos de paragens. Depois de relutar, fui.
Alí, logo alí noutras quadras, extremo oposto de minha, depois de outro convite, aceitei ir além do simples pastel de carne quentinho feito na hora pela dona Josefa. Houve um princípio de “obrigado pelo convite, mas vou deixar pra próxima”… Não havia sequer um motivo para sair aquele dia, além é claro, da companhia do meu amigo.
Sabe quando você vai até um lugar sem saber o porquê de estar indo, mas simplesmente vai e pronto? Ainda por cima não tendo lá tanta afinidade para com o lugar… preferiria a calmaria e aconchego do lar.
Pronto. Lá estávamos com conversas costumeiras… Ops… costumeiras não. Talvez eu diria contextualizada, e assim foi… Não demorou muito e foi perceptível a presença de um verso entre outros versos, rindo, fazendo rir e vivendo tal qual não imaginava. Pensei: “Não deveria ter vindo, mas já que aqui estou…”
Momentos depois, tentando disfarçar as lacunas, deixo me pronunciar a todos os ventos e percebo, como outrora, que minha maior eloquência está contida no silêncio e silencio!!! Passos andantes, ritmos e disritmia… sorrisos.
três, seis, sete… apenas números para uns, significativos para outros. Não fosse amigo do 12, simplesmente números para mim também seriam.
E o que concluo? Que amanhã o dia se abra e eu não teime que os versos unem versos!!!
